O maior predador do Brasil, chafurdando na sordidez e na concupiscência, notório estelionatário político, finge que não lhe dizem respeito as acusações que lhe são dirigidas pelo ex-parceiro das tramoias palacianas.

Isso era de se esperar, por ser o ‘cabra’ um cínico de primeira linha. O que é instigante é o seu nome não ter sido citado no STF, como se houvesse um manto encantado encobrindo os olhos dos ministros que, parece, não se deram conta de que toda quadrilha tem um chefão, cuja cara poucos conhecem.

Roberto Jefferson, na época de sua confissão pública, deixou o ex-torneiro-mecânico de fora, hoje bilionário, às custas do Estado Brasileiro. Quando eu penso que pago imposto de renda para essa corja vil de comunas execrados levar o dinheiro do meu trabalho para os seus sujos bolsos de ladrões, fico ultraindignada e mais ainda com as gentes que votaram nessa cambada maldita.

Há que ser levado ao banco dos réus esse paradigma da antipolítica, do antinacionalismo, da antibrasilidade. Há que ser julgada essa vilania andante, antes que fuja, antes que desapareça e surja num palanque de seus iguais latinos, articulando contra o país no qual nasceu, mas ao qual jamais pertenceu.

É dever da justiça brasileira obrigá-lo a devolver todo o patrimônio do Estado, levado em caminhões para não sei onde e, no futuro, ser apresentado como bens de herança familiar, já que escreverão uma nova história para o sujo companheiro.

Obrigá-lo e a sua corja a devolverem o dinheiro do erário desviado para a compra da ‘base aliada’ com o fito de perpetuarem-se no poder também significa o respeito ao país, aos seus contribuintes, que desejam ver a fabulosa soma revertida em seu benefício, em benefício das instituições mais degradadas nestes últimos tempos: a da saúde, a da educação e a das Forças Armadas.

Dar um basta na natureza corruptora desse escravo da escatologia política é o que espera, do STF, a parte sadia da sociedade.

Que o Baco tupiniquim sente-se no banco dos réus é o que deseja a parcela responsável pelo desenvolvimento do país, atrasadíssimo na sua ascensão internacional, pelo descrédito a que foi levado pela governança espúria, sem respeito às leis e à ética, herança deixada pelo energúmeno ex-presidente à sua tutelada e, pelo que parece, aceita de muito bom grado.

Para tanto, isto é, para que o real chefe do mensalão seja apresentado a seus tolos eleitores, basta cumprir-se a lei. Que a lei seja cumprida! Que prevaleça a lei!

Aileda de Mattos Oliveira
(*Prof.ª Dr.ª em Língua Portuguesa. Membro da Academia Brasileira de Defesa. A opinião expressa é particular da autora.)

Anúncios