Ação Penal 470

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A essa altura do julgamento do mensalão já me dou por satisfeito com a condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) desse ramo da megaquadrilha. Outros existem.Ter a certeza de que os bandidos José Dirceu, José Genoíno e João Paulo Cunha não irão emporcalhar ainda mais a política nacional por um bom tempo, já é animador. O ideal seria que eles apodrecessem na cadeia e tivessem os bens confiscados para ressarcir o erário, mas, em um país do terceiro mundo habitado em sua maioria por analfabetos e semi-analfabetos alienados politicamente e que há dez anos vem sendo aparelhado pelo PT, seria querer demais. Uma utopia.

Hoje estou mais aliviado, analisando e curtindo a reação dos picaretas envolvidos direta e indiretamente nesse processo, que sem dúvidas vai entrar para a história como o maior escândalo político já ocorrido abaixo do Equador. E como se não bastasse, protagonizado por um partido criado com a finalidade de moralizar o país, mas que durante dez anos no poder empenhou-se em arrebanhar de Norte a Sul e de Leste a Oeste do país o que havia de mais podre entre os políticos em atividade e transformar a capital da república em recordista mundial no número de bandidos por metro quadrado, a ponto de o brasilience trabalhador e honesto estar solicitando encarecidamente que cada estado da federação recolha seu lixo.

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Arnaldo Jabor fala dos 9 anos de corrupção institucionalizada

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Os Marginais do Poder

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Vivemos um tempo curioso, estranho. A refundação da República está ocorrendo e poucos se estão dando conta deste momento histórico. Momento histórico, sim. O Supremo Tribunal Federal (STF), simplesmente observando e cumprindo os dispositivos legais, está recolocando a República de pé. Mariana – símbolo da República Francesa e de tantas outras, e que orna nossos edifícios públicos, assim como nossas moedas – havia sido esquecida, desprezada. No célebre quadro de Eugène Delacroix, é ela que guia o povo rumo à conquista da liberdade. No Brasil, Mariana acabou se perdendo nos meandros da corrupção. Viu, desiludida, que estava até perdendo espaço na simbologia republicana, sendo substituída pela mala – a mala recheada de dinheiro furtado do erário.
Na condenação dos mensaleiros e da liderança petista, os votos dos ministros do STF têm a importância dos escritos dos propagandistas da República. Fica a impressão de que Silva Jardim, Saldanha Marinho, Júlio Ribeiro, Euclides da Cunha, Quintino Bocayuva, entre tantos outros, estão de volta. Como se o Manifesto Republicano de dezembro de 1870 estivesse sendo reescrito, ampliado e devidamente atualizado. Mas tudo de forma tranquila, sem exaltação ou grandes reuniões.

Cúpula petralha enxerga conspiração de Dilma no STF

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Cúpula petralha enxerga conspiração de Dilma no STF para condenação de Dirceu e Genoíno no Mensalão

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net – 11/10/2012 
Por Jorge Serrão

Teve um dedo da Presidente Dilma Rousseff na pesada condenação a José Dirceu e José Genoíno por corrupção ativa. A suspeita, aparentemente contraditória, já virou tese na cabeça de alguns membros da Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores. Eles já propagam o temor de que Dilma tenta se fortalecer politicamente para romper com o partido. Por isso, já tem uma minoria pensando em sair com Dilma antes que ela “traia” o PT.

A teoria conspiratória sobre a ação de bastidores de Dilma, enxergada pelos petistas que não toleram a ex-brizolista na Presidência, seria justificada com os contundentes votos dados contra o núcleo político do PT no julgamento da Ação Penal 470 pelos ministros Luiz Fux e Rosa Maria Weber. Pelo raciocínio de alguns petistas da cúpula, como os dois magistrados foram indicados por Dilma para o STF, se poderia atribuir uma participação oculta da Presidente na destruição dos réus do mensalão, sobretudo José Dirceu, que nunca topou bem com Dilma.
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Nossos Governantes

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Desafio o governo e seus 60 intelectuaizinhos de estimação, os partidos de esquerda, o dr. Baltasar Garzón e todos os camelôs de direitos humanos a provar que qualquer das afirmações seguintes não corresponde aos fatos:

  1. Todos os militantes de esquerda mortos pela repressão à guerrilha eram pessoas envolvidas de algum modo na luta armada. Entre as vítimas do terrorismo, ao contrário, houve civis inocentes, que nada tinham a ver com a encrenca.
  2. Mesmo depois de subir na vida e tomar o governo, tornando-se poderosos e não raro milionários, os terroristas jamais esboçaram um pedido de perdão aos familiares dessas vítimas, muito menos tentaram lhes dar alguma compensação moral ou material.
    Nada, absolutamente nada, sugere que algum dia tenham sequer pensado nessas pessoas como seres humanos; no máximo, como detalhes irrisórios da grande epopéia revolucionária. Em contrapartida, querem que a opinião pública se comova até às lágrimas com o mal sobrevindo a eles próprios em retaliação pelos seus crimes, como se a violência sofrida em resposta à violência fosse coisa mais absurda e chocante do que a morte vinda do nada, sem motivo nem razão.
  3. Bradam diariamente contra o crime de tortura, como se não soubessem que aprisionar à força um não-combatente e mantê-lo em cárcere privado sob constante ameaça de morte é um ato de tortura, ainda mais grave, pelo terror inesperado com que surpreende a vítima, do que cobrir de pancadas um combatente preso que ao menos sabe por que está apanhando.
    Contrariando a lógica, o senso comum, os Dez Mandamentos e toda a jurisprudência universal, acham que explodir pessoas a esmo é menos criminoso do que maltratar quem as explodiu.
  4. Mesmo sabendo que mataram dezenas de inocentes, jamais se arrependeram de seus crimes. O máximo de nobreza que alcançam é admitir que a época não está propícia para cometê-los de novo – e esperam que esta confissão de oportunismo tático seja aceita como prova de seus sentimentos pacíficos e humanitários.
  5. Consideram-se heróis, mas nunca explicaram o que pode haver de especialmente heróico em ocultar uma bomba-relógio sob um banco de aeroporto, em aterrorizar funcionárias de banco esfregando-lhes uma metralhadora na cara, em armar tocaia para matar um homem desarmado diante da mulher e do filho ou em esmigalhar a coronhadas a cabeça de um prisioneiro amarrado – sendo estes somente alguns dos seus feitos presumidamente gloriosos.
  6. Dizem que lutavam pela democracia, mas nunca explicaram como poderiam criá-la com a ajuda da ditadura mais sangrenta do continente, nem por que essa ditadura estaria tão ansiosa em dar aos habitantes de uma terra estrangeira a liberdade que ela negava tão completamente aos cidadãos do seu próprio país.

  7. Sabem perfeitamente que, para cada um dos seus que morria nas mãos da polícia brasileira, pelo menos 300 eram mortos no mesmo instante pela ditadura que armava e financiava a sua maldita guerrilha.
    Mas nunca mostraram uma só gota de sentimento de culpa ante o preço que sua pretensa luta pela liberdade custou aos prisioneiros políticos cubanos.

Desses sete fatos decorrem algumas conclusões incontornáveis.
Esses homens têm uma idéia errada, tanto dos seus próprios méritos quanto da insignificância alheia.
Acham que surrar assassinos é crime hediondo, mas matar transeuntes é inócuo acidente de percurso (e recusam-se, é claro, a aplicar o mesmo atenuante às mortes de civis em tempo de guerra, se as bombas são americanas).
São hipersensíveis às suas próprias dores, mesmo quando desejaram o risco de sofrê-las, e indiferentes à dor de quem jamais a procurou nem mereceu.
Procedem, em suma, como se tivessem o monopólio não só da dignidade humana, mas do direito à compaixão.
Qualquer tratado de psiquiatria forense lhes mostrará que esse modo de sentir é característico de criminosos sociopatas, ególatras e sem consciência moral.

Não tenham ilusões.

Olavo de Carvalho, filósofo

Um escrito velho de mais de 1500 anos

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Um escrito velho de mais de 1500 anos ilumina hoje o Congresso Nacional

Por Rubem Alves

Trocadas as palavras antigas por palavras modernas, dir-se-ia que Santo Agostinho, há 1500 anos, era um comentarista da política brasileira.

Foi isso que ele escreveu:

“Que são os bandos de ladrões senão pequenos reinos?
Pois o bando é formado por homens;
é governado pela autoridade de um príncipe;
é mantido coeso por um contrato social;
e os produtos dos saques são divididos segundo leis aceitas por todos.

Se, pela inércia de homens fracos,
este mal cresce ao ponto de se apropriar de lugares,
estabelecer moradas, apossar-se de cidades
e subjugar povos, ele passa a ter o nome de reino,
porque agora ele realmente o é,
não por dele ter sido eliminada a corrupção,
mas porque a ela foi acrescentada a impuni­dade.”

Santo Agostinho

Senadores: não com o nosso dinheiro!

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Caros amigos do Brasil,

É ultrajante! Os Senadores querem que o cidadão brasileiro pague as dívidas de imposto pessoais deles. Vamos nos mobilizar contra este abuso absurdo de seus cargos públicos!

Como Presidente da OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Rio de Janeiro), fiquei indignado ao descobrir, pelos jornais, que os Senadores, além de receberem 14º e 15º salários – o que já é completamente fora de propósito – não pagaram imposto de renda sobre esses salários entre 2007 e 2011. E, quando a Receita Federal descobriu, o Senado decidiu que essa dívida seria paga com dinheiro público! Mas tenho certeza de que se nos unirmos em uma enorme mobilização nacional o Senado voltará atrás nessa decisão absurda.

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