Tiradentes, o Herói Esquecido

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Manhã de sábado, 21 de abril de 1792. Às onze horas e vinte minutos, depois de penosa caminhada, sob um sol rigoroso, pelas principais ruas do centro do Rio de Janeiro, o Alferes José Joaquim da Silva Xavier, subiu, sem medo, o patíbulo erguido no Campo da Lampadosa, atual Praça Tiradentes. Como demorasse a morrer, o carrasco, um criminoso comum, montou-lhe nos ombros para abreviar o seu fim. Segundo a sentença, Tiradentes, único executado entre os Inconfidentes, seria enforcado, decapitado e esquartejado. Com o seu sangue, lavrou-se uma certidão de que fora cumprida a pena. Sua cabeça apodreceu dentro de uma gaiola em Vila Rica.
Os quatro quartos, conservados em salmoura, foram colocados em postes, ao longo do Caminho Novo, na Capitania de Minas Gerais, onde o Alferes fazia as “infames prédicas” pela liberdade de nossa pátria. Seus bens foram confiscados, as casas em que morara, arrasadas e salgadas, para que nunca mais, naquele chão, algo germinasse.

Hoje, 21 de abril de 2011, o sacrifício do Alferes Tiradentes completa 219 anos. Pela Lei nº 4.897, de 9 de dezembro de 1965, José Joaquim da Silva Xavier foi proclamado “Patrono Cívico da Nação Brasileira”.

No passado, a data era comemorada em todos os níveis do poder público e objeto de amplo noticiário da imprensa. Nos dias atuais, um sinistro e lamentável silêncio se abate sobre a saga do mártir da independência e o sonho de liberdade dos Inconfidentes. Há um claro propósito de uns poucos maus brasileiros de ignorar ou, até mesmo, reescrever, ao arrepio da verdade, alguns dos mais relevantes episódios de nossa história. Tradicionais heróis do país estão sendo “substituídos” por traidores ou estrangeiros. A imagem do assassino argentino, travestido de cubano, “Che”Guevara, campeia, livremente, em nossas salas de aula e muros de Escolas Públicas.

Por outro lado, a imprensa brasileira, com poucas exceções, submetida a interesses econômicos ilegítimos, apóia – ou se omite – diante da ação deletéria de indivíduos que, a cada momento, vilipendiam o sacrifício de Tiradentes e tantos outros heróis que deram suas vidas à pátria. Aliás, como vampiros de ficção, fogem, assustados, da palavra pátria.

Assistimos, inconformados, ao esbanjamento de recursos públicos pela famigerada Comissão Nacional de Anistia do Ministério da Justiça. Até hoje foram pagos, ou concedidos, mais de 4 bilhões de reais em indenizações milionárias e pensões de valores elevadíssimos. Somente dois jornalistas do tablóide “Pasquim” foram beneficiados com pagamentos retroativos de mais de R$ 1 milhão cada um e uma indenização mensal de R$ 4.375. Já a senhora Lúcia de Oliveira Menezes, de 65 anos, tetra neta de Tiradentes, recebe do governo brasileiro, concedida pela Lei Federal nº
9.255, de 3 de janeiro de 1996, a inacreditável pensão de duzentos reais mensais.

O Conselho Nacional de Oficiais R/2 do Brasil recorda e reverencia, nesta data, o sacrifício do Alferes Tiradentes, que, em última análise, retrata os ideais de liberdade e soberania de nosso povo, gente humilde e trabalhadora, que repudia qualquer tentativa de condução do país por caminhos que não se coadunem com os princípios democráticos e cristãos que forjaram a nação brasileira.

by Sérgio Pinto Monteiro – 2º Ten R/2 Art
Presidente

Tiradentes, Uma Farsa ?

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Realmente inacreditavel e como sempre um martir criado por necessidade da época conforme o relato.
Não é a toa que os políticos querem manter documentos sob “segredo eterno” . Parece até que Lula sabia dessa história ao declarar: “O Brasil não tem heróis”

A história do Brasil está repleta de casos mal contados. Desde o nosso descobrimento que a história do nosso país vem sendo contada de maneira incorreta. Um exemplo: o grito do Ipiranga. Não foi como está nos livros. Foi bem pior. Outro exemplo: a participação do Brasil na II Guerra Mundial. Foi pífia. Então, um caso como esse aí não me causa espanto. Aliás, no Brasil, depois da notícia de que o STJ negou a extradição do terrorista e assassino italiano Cesare Battisti, nada mais me causa espanto.

Tiradentes, uma farsa criada por líderes da Inconfidência Mineira 

por Guilhobel Aurélio Camargo 

Ele estava muito bem vivo, um ano depois, em Paris.

O feriado de 21 de  abril é fruto de uma história fabricada que criou Tiradentes como bode  expiatório, que levaria a culpa pelo movimento da Inconfidência  Mineira.

Quem morreu no lugar dele foi um ladrão chamado Isidro  Gouveia.

A mentira que criou o feriado de 21 de abril é:  Tiradentes foi  sentenciado à morte e foi enforcado no dia 21 de abril de 1792, no Rio  de Janeiro, no local chamado Campo da Lampadosa, que hoje é conhecido  como a Praça Tiradentes.

Com a Proclamação da República, precisava ser  criada uma nova identidade nacional. Pensou-se em eternizar Marechal  Deodoro, mas o escolhido foi Tiradentes.

Ele era de Minas Gerais,  estado que tinha na época a maior força republicana e era um polo  comercial muito forte.

Jogaram ao povo uma imagem de Tiradentes  parecida com a de Cristo e era o que bastava: um “Cristo da Multidão”.  Transformaram-no em herói nacional cuja figura e história “construída”  agradava tanto à elite quanto ao povo.

A vida dele em poucas palavras: Tiradentes nasceu em 1746 na Fazenda  do Pombal, entre São José e São João Del Rei (MG). Era filho de um  pequeno fazendeiro. Ficou órfão de mãe aos nove anos e perdeu o pai  aos 11. Não chegou a concluir o curso primário. Foi morar com seu  padrinho, Sebastião Ferreira Dantas, um cirurgião que lhe deu  ensinamentos de Medicina e Odontologia. Ainda jovem, ficou conhecido  pela habilidade com que arrancava os dentes estragados das pessoas.  Daí veio o apelido de Tira-dentes.

Em 1780, tornou-se um soldado e, um  ano à frente, foi promovido a alferes. Nesta mesma época, envolveu-se  na Inconfidência Mineira contra a Coroa portuguesa, que explorava o  ouro encontrado em Minas Gerais.

Tiradentes foi iniciado na maçonaria  pelo poeta e juiz Cruz e Silva, amigo de vários inconfidentes.  Tiradentes teria salvado a vida de Cruz e Silva, não se sabe em que  circunstâncias.

Tiradentes, Maçonaria e a Inconfidência Mineira:

Como era um simples  alferes (patente igual à de tenente), não lideraria coronéis,  brigadeiros, padres e desembargadores, que eram os verdadeiros líderes  do movimento. Semi-alfabetizado, é muito provável que nunca esteve  plenamente a par dos planos e objetivos do movimento.

Em todos os  movimentos libertários acontecidos no Brasil, durante os  séculos  XVIII e XIX, era comum o “dedo da maçonaria”. E Tiradentes foi maçom,  mas estava longe de acompanhar os maçons envolvidos na Inconfidência,  porque esses eram cultos, e em sua grande parte, estudantes que haviam  recentemente regressado “formados” da cidade de Coimbra, em Portugal.  Uma das evidências documentais da participação da Maçonaria são as  cartas de denúncia existentes nos autos da Devassa, informando que  maçons estavam envolvidos nos conluios.

Os maçons brasileiros foram encorajados na tentativa de libertação,  pela história dos Estados Unidos da América, onde saíram  vitoriosos –  mesmo em luta desigual – os maçons norte-americanos George Washington,  Benjamin Franklin e Thomas Jefferson.

Também é possivel comprovar a  participação da Maçonaria na Inconfidência Mineira, sob o pavilhão e o  dístico maçônico do Libertas quae sera tamen, que adorna o triângulo  perfeito, com este fragmento de Virgílio (Éclogas,I,27).

Tiradentes era  um dos poucos inconfidentes que não tinha família. Tinha apenas uma  filha ilegítima e traçava planos para casar-se com a sobrinha de um  padre chamado Rolim, por motivos econômicos. Ele era, então, de todo o  grupo, aquele considerado como uma “codorna no chão”, o mais frágil  dos inconfidentes.

Sem família e sem dinheiro, querendo abocanhar as  riquezas do padre. Era o de menor preparo cultural e poucos amigos.  Portanto, a melhor escolha para desempenhar o papel de um bode  expiatório que livraria da morte os verdadeiros chefes.

E foi assim que foi armada a traição, em 15 de março de 1889, com o  Silvério dos Reis indo ao Palácio do governador e denunciando o  Tiradentes. Ele foi preso no Rio de Janeiro, na Cadeia Velha, e seu  julgamento prolongou-se por dois anos. Durante todo o processo, ele  admitiu voluntariamente ser o líder do movimento, porque tinha a  promessa que  livrariam a sua cabeça na hipótese de uma condenação por  pena de morte. Em 21 de abril de 1792, com ajuda de companheiros da  maçonaria, foi trocado por um ladrão, o carpinteiro Isidro Gouveia. O  ladrão havia sido condenado à morte em 1790 e assumiu a identidade de  Tiradentes, em troca de ajuda financeira à sua família, oferecida a  ele pela maçonaria. Gouveia foi conduzido ao cadafalso e testemunhas& nbsp; que presenciaram a sua morte se diziam surpresas porque ele aparentava  ter bem menos que seus 45 anos. No livro, de 1811, de autoria de  Hipólito da Costa (“Narrativa da Perseguição”) é documentada a  diferença física de Tiradentes com o que foi executado em 21 de abril  de 1792. O escritor Martim Francisco Ribeiro de Andrada III escreveu  no livro “Contribuindo”, de 1921: “Ninguém, por ocasião do suplício,  lhe viu o rosto, e até hoje se discute se ele era feio ou bonito…”.

O corpo do ladrão Gouveia foi esquartejado e os pedaços espalhados  pela estrada até Vila Rica (MG), cidade onde o movimento se  desenvolveu. A cabeça não foi encontrada, uma vez que sumiram com ela  para não ser descoberta a farsa. Os demais inconfidentes foram  condenados ao exílio ou absolvidos.

A descoberta da farsa:

Há 42 anos (1969), o historiador carioca Marcos  Correa estava em Lisboa quando viu fotocópias de uma lista de presença  na galeria da Assembléia Nacional francesa de 1793. Correa pesquisava  sobre José Bonifácio de Andrada e Silva e acabou encontrando a  assinatura que era o objeto de suas pesquisas. Próximo à assinatura de  José Bonifácio, também aparecia a de um certo Antônio Xavier da Silva.  Correa era funcionário do Banco do Brasil, se formara em grafotécnica  e, por um acaso do destino, havia estudado muito a assinatura de  Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Concluiu que as  semelhanças eram impressionantes.    Tiradentes teria embarcado incógnito, com a ajuda dos irmãos maçons,  na nau Golfinho, em agosto de 1 792, com destino a Lisboa. Junto com  Tiradentes seguiu sua namorada, conhecida como Perpétua Mineira e os  filhos do ladrão morto Isidro Gouveia. Em uma carta que foi encontrada  na Torre do Tombo, em Lisboa, existe a narração do autor,  desembargador Simão Sardinha, na qual diz ter-se encontrado, na Rua do  Ouro, em dezembro no ano de 1792, com alguém muito parecido com  Tiradentes, a quem conhecera no Brasil, e que ao reconhecê-lo saiu  correndo. Há relatos que 14 anos depois, em 1806, Tiradentes teria  voltado ao Brasil, quando abriu uma botica na casa da namorada Perpétua  Mineira, na rua dos Latoeiros (hoje Gonçalves Dias) e que morreu em  1818. Em 1822, Tiradentes foi reconhecido como mártir da Inconfidência  Mineira e, em 1865, proclamado Patrono Cívico da nação brasileira.

Source: http://mais.uol.com.br/view/e8h4xmy8lnu8/tiradentes-uma-farsa-criada-por-lideres-da-inconfidencia-0402CC18356ACCB91326?types=A&